São Paulo – Os embarques de carne suína caíram 39 6% e ficaram em 25.465 toneladas em março, na comparação com o mesmo período do ano passado, quando 42.170 toneladas foram exportadas. Os dados foram divulgados hoje (5) pela Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). A receita apresentou recuo de 48%, passando de US$ 79 2 milhões para US$ 41,4 milhões. Na comparação com fevereiro (37 591 toneladas), o volume exportado recuou 32,26%. O resultado financeiro ficou 39,5% menor, ante os US$ 68,41 milhões apurados no mês anterior.

As exportações têm sido prejudicadas pelo embargo da Rússia à carne brasileira, que vigora desde 12 de dezembro por conta dos casos de febre aftosa encontrados em Mato Grosso do Sul e Paraná. Hoje o país voltou a importar carne apenas do Rio Grande do Sul.

Entre janeiro e março, a Rússia comprou 45.587 toneladas de carne suína do Brasil, ou 45,8% do total das exportações brasileiras. O volume é quase a metade das 90.300 toneladas enviadas para o país no mesmo período do ano passado. Em segundo lugar veio Hong Kong, com 21.929 toneladas (ante 29.628 toneladas no primeiro trimestre de 2005).

Amanhã o primeiro-ministro russo Mikhail Fradkov reúne-se com empresários do setor de carnes em São Paulo. Embora não espere o fim do embargo durante a visita do premiê ao Brasil o presidente da Abipecs, Pedro de Camargo Corrêa, se diz otimista quanto ao fim do veto à carne suína do Rio Grande do Sul.

Camargo Neto lembra que o embargo não tem justificativa técnica e desrespeita as regras da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) e da Organização Mundial de Comércio (OMC), além do protocolo sanitário assinado entre Brasil e Rússia. O Brasil é o quarto maior produtor e exportador de carne suína no mundo.