Em uma semana, as notificações de dengue em 2007 aumentaram de 97 mil (em 19 de março) para 134,9 mil (em 26 de março), segundo o Ministério da Saúde – um salto de 39%. Dezessete pessoas já morreram. Em todo o ano passado, foram registrados 280 mil doentes no País. A situação mais crítica é em Mato Grosso do Sul com 55,5 mil notificações até 26 de março – segundo o governo estadual, que faz atualizações diárias dos números, até ontem havia 61,1 mil notificações. Pelos números do Ministério da Saúde, de cada 10 doentes no País, 4 estão em Mato Grosso do Sul. Só Campo Grande registrou 46 mil casos.

O segundo Estado mais afetado é São Paulo, com 12,2 mil casos notificados (segundo a secretaria estadual, já são 15 mil). A região de São José do Rio Preto concentra a maior parte. No fim de semana, uma pessoa morreu com dengue hemorrágica em Mirassol. Em Andradina, na mesma região, e em Ubatuba, no litoral norte, outras duas pessoas morreram nos últimos dias com sintomas da doença, mas ainda não houve confirmação da causa. Um dos motivos para a epidemia é o clima quente neste início de outono. O calor dá as condições para a reprodução do mosquito transmissor da doença.

No Brasil, existem os sorotipos 1, 2 e 3 da dengue. Quem se infecta uma vez não corre o risco de voltar a contrair o mesmo tipo, mas pode ser contagiado pelos outros. Numa segunda infecção, a doença se manifesta de forma mais agressiva e o doente corre o risco de ter a forma hemorrágica, que pode levar à morte. Os sintomas são febre alta, fraqueza, prostração, dores pelo corpo, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele.