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Economia

Visa aposta na expansão do cartão de vale-pedágio

  • Por Olavo Pesch

A Visa do Brasil e o Bradesco estão otimistas em relação à expansão do mercado de vale-pedágio eletrônico. Lançado em outubro de 2001, o cartão já é aceito por quarenta concessionárias de rodovias no País. No Paraná, as seis administradoras de estradas pedagiadas passaram a receber o cartão em outubro do ano passado. Conforme resolução da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), o embarcador da carga ou a transportadora são obrigados a entregar ao motorista o cartão ou o cupom de vale-pedágio, proibindo o pagamento em dinheiro, que muitas vezes acabava saindo do bolso do motorista.

“No mês passado, houve quase 100 mil transações. Esse número deve crescer exponencialmente”, afirma o diretor de produtos da Visa do Brasil, Percival Jatobá. Ele esteve ontem em Curitiba, para apresentar o cartão a transportadores de carga e embarcadores. “Pretendemos atingir no final do ano 10 a 15% do mercado de pagamento de tarifas de pedágio para caminhões”, revela. Para Jatobá, “o Paraná é um mercado importantíssimo, porque tem uma forte concentração de indústrias locais e por causa da participação no modal de transporte rodoviário, além do alto índice de concessionárias de rodovias, como em São Paulo”.

O Visa vale-pedágio consiste num smart card equipado com chip recarregável. A operação é pré-paga. Com validade de três anos, o cartão custa R$ 7,50. Para carregá-lo é preciso adquirir uma leitora ótica para ser acoplada ao PC, que custa entre R$ 199 e R$ 261. “Todo o processo é controlado pela Internet (www.e-strada.net), desde a compra até a carga e solicitação de relatórios”, explica Jatobá.

À medida que o caminhoneiro passa pela praça de pedágio, o valor é debitado automaticamente da conta corrente do embarcador no Bradesco, único emissor do vale-pedágio eletrônico. Por enquanto, não há produto similar no Brasil. “O simples fato de se ter um processo automatizado gera um valor muito grande na cadeia de produção das grandes transportadoras, que é a redução do custo operacional com papéis”, destaca Jatobá.

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