O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) anunciou nesta terça-feira (4) estimativas para o setor referentes a este e ao próximo ano. Para 2008, o IBS projeta um crescimento de 10% nas vendas internas de aço, para 22,7 milhões de toneladas. O consumo aparente de aço, que inclui as importações e exclui as exportações, deve subir 9,3%, para 24,2 milhões de toneladas. A produção de aço bruto deve atingir 37,6 milhões de toneladas, com um aumento de 10,8% sobre este ano. As previsões para 2008 incluem a expectativa de venda para a construção dos navios da Transpetro que estão em licitação.

O IBS prevê também para o ano que vem o aumento das exportações em 17,9%, alcançando 12,448 milhões de toneladas. As vendas ao exterior tiveram redução estimada de 15,6% em 2007 ante 2006, devendo fechar o ano em 10,5 milhões de toneladas. "A demanda do mercado interno desviou uma parcela que a indústria enviava para fora do País para dentro do Brasil. Quando se vende internamente a indústria ganha mais dinheiro", disse o presidente do IBS, Rinaldo Campos Soares.

Soares admitiu que os preços de venda para o mercado interno são maiores do que os de exportação. Segundo ele, os preços mais elevados devem-se ao fato de, no Brasil, os estoques ficarem com as empresas siderúrgicas e da qualidade do atendimento ser melhor. "Isso custa e tem que custar mais. É assim em qualquer lugar do mundo", afirmou.

Para este ano, o IBS prevê recordes de produção, vendas internas e consumo aparente do aço. A entidade projeta que a produção total será de 33,9 milhões de toneladas em 2007, com alta de 9 9% em relação a 2006. As vendas internas devem terminar o ano com crescimento de 18% sobre o ano passado, alcançando 20,6 milhões de toneladas. O consumo aparente é estimado em 22,2 milhões de toneladas de aço, subindo 19,7% em relação ao ano passado.

O presidente do IBS afirmou que os principais setores responsáveis pelo aumento da demanda interna este ano foram o de construção civil, que absorveu 30% do consumo aparente, e o automotivo, que respondeu por 28% da demanda. Em relação ao ano passado, o consumo de aço do setor automotivo aumentou 17,8%; o da construção civil cresceu 16,2%; o de bens de capital avançou 30,7%; e o de tubos teve ampliação de 40%.