A participação de importados no total das vendas de veículos no mercado doméstico deve crescer para 22% (média no ano) em 2011, ante 18,8% registrado em 2010, segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini.

Belini disse que o aumento das vendas de automóveis asiáticos no País “não assusta”, desde que as regras sejam respeitadas. O executivo admitiu, no entanto, que o aumento da presença de importados já começa a afetar a rentabilidade das montadoras instaladas no Brasil.

Segundo dados da Anfavea, em 2008, os automóveis importados respondiam por 13,3% das vendas. Em 2009, esse porcentual subiu para 15,6%, chegando a 18,8% no ano passado. No último mês de dezembro o índice alcançou 21,7%.

Considerando os veículos importados e os exportados, o saldo em 2009 foi negativo em 121 mil unidades. Em 2010, esse saldo negativo cresceu e chegou a 158 mil unidades. Em 2008, o resultado tinha sido positivo em 193 mil unidades.

De acordo com Belini, em valores, a balança comercial do setor automotivo como um todo (incluindo autopeças) foi negativa em US$ 5,7 bilhões em 2010, valor maior que o de 2009, negativo em US$ 3,7 bilhões. Em 2008, o resultado havia sido positivo em US$ 2,4 bilhões.

Estoques

O estoque de veículos das concessionárias do Brasil representava 16 dias de vendas (202.910 unidades) no fim de dezembro. O valor ficou abaixo do registrado em novembro, de 19 dias, ou 209.600 unidades.

Na indústria, os estoques ao fim de dezembro eram de cinco dias (51.968 unidades), contra oito dias em novembro (82.616 unidades). Considerando concessionárias e indústria, os estoquem em dezembro foram equivalentes a 21 dias de vendas (254.878 unidades), contra 27 dias em novembro (292.216).