A Destilaria Agrest, de Espírito Santo do Turvo, na região central do Estado d, está demitindo seus 800 trabalhadores. O processo de rescisão dos contratos começou na segunda-feira e termina amanhã. Sem empregados, a indústria será leiloada dentro da ação de liquidação da falência da empresa Petroforte, sua controladora até o ano de 2003.

Daquela época até agora, esteve sob administração do Banco Rural Leasing Arrendamento Mercantil, que assumiu o negócio em troca dos créditos referentes à compra da empresa pela distribuidora falida.

Sua incorporação à massa falida deu-se em setembro do ano passado, por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e agora começa o trâmite de alienação.

Os trabalhadores estão recebendo os seus direitos e deverão homologar a rescisão entre os dias 16 e 18 próximos para, a partir de então, realizar-se o inventário dos bens e o leilão.

Maior empresa do município – de apenas 4.200 habitantes – a destilaria é responsável por grande parcela da economia local.

Pelo menos 70% dos trabalhadores demitidos moram no Espírito Santo. Outros habitantes locais também têm o trabalho ligado à indústria, trabalhando nas plantações de cana que a abasteciam.

O prefeito João Adirson Pacheco (PSDB) disse estar preocupado com a possibilidade de demora na venda da indústria e, consequentemente, de sua volta à operação e à oferta de empregos à população.

Tanto que deverá, nos próximos dias, procurar pelo juiz Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, da 18.ª Vara Cível de São Paulo, onde corre o processo de liquidação da falência da Petroforte, para tomar conhecimento dos trâmites e colocar à disposição os recursos da Prefeitura, no que puder ajudar.

Ferreira teme que, com a fábrica fechada, ocorra o sucateamento de suas instalações e equipamentos e isso venha a inviabilizar a sua reativação.

A Petroforte foi uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país e faliu em 2003. Seu proprietário, Ari Natalino da Silva, morto em 2008, perdeu todo o patrimônio em razão de vários processos nos quais era acusado de estelionato, falsificação e sonegação fiscal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.