O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta terça-feira, 16, que a situação econômica internacional complexa tende a favorecer o processo de retomada da atividade econômica brasileira e a convergência da inflação para o centro da meta.

Tombini disse que a acentuada queda no preço do petróleo impacta a economia mundial de duas formas: tende a conter pressões inflacionárias nas economias emergentes mas ao mesmo tempo é um risco para acentuar a deflação de economias importantes. Ele não citou, porém, o ataque especulativo contra a Rússia, explicado pela perspectiva de maior enfraquecimento da economia local, devido ao persistente tombo do petróleo, uma vez que o país asiático é um dos maiores produtores de petróleo do mundo.

O presidente do BC participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Neste momento, ele fala apenas para cinco senadores: Lindbergh Farias (PT-RJ), Luiz Henrique (PMDB-SC), Gleisi Hoffman (PT-PR), Eduardo Suplicy (PT-SP) e Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

Concorre com a audiência pública de Tombini, o encontro dos futuros ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, com parlamentares da Comissão Mista do Orçamento. O encontro foi parte de um acordo costurado com o governo para a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

De acordo com Tombini, espera-se a continuidade no bom gerenciamento do processo de normalização da política monetária nos Estados Unidos. Os países da Zona do Euro e do Japão precisam fazer reformas para reverter a estagnação econômica, afirmou. Sobre a China, o presidente do BC disse que não deve ocorrer uma desaceleração abrupta.