O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, voltou a afirmar hoje que o BC está atento ao crédito imobiliário e disse que não há nada que exija medidas prudenciais para esse mercado. Embora não enxergue risco de bolha do crédito imobiliário no Brasil, Tombini destacou que a crise financeira internacional surgiu nesse segmento.

“Estamos atentos. Não há nada nesse momento que requeira medidas prudenciais, mas somos pagos para verificar o mercado”, disse. Ele ressaltou que há espaço para crescimento do financiamento imobiliário nos próximos anos.

Tombini avaliou ainda que houve forte crescimento do mercado de crédito ao consumo, que continuará em expansão, mas com taxas mais moderadas. Já no mercado de crédito imobiliário, afirmou o presidente do BC, é natural que com a demanda reprimida de seis milhões de residências (o déficit habitacional) a tendência seja de crescimento maior. “Essa é uma área de atenção. Mas não há nada em especial”, insistiu. Tombini ponderou que o crédito imobiliário é ainda pequeno no Brasil, correspondendo a menos de 5% do PIB.

O presidente do BC destacou hoje que uma das preocupações da autoridade monetária é com a qualidade do atendimento ao cliente bancário. Segundo ele, a inclusão bancária é uma realidade no País e há um série de medidas sendo tomadas para aumentá-la. “Há uma atenção grande para que esse processo continue”, disse. “Temos uma preocupação que as instituições financeiras lidem com qualidade”, acrescentou. Ele ponderou, no entanto, que esse processo tem que se dar com segurança.