O prefeito de Curitiba, Beto Richa, propôs o diálogo e o entendimento entre as lideranças dos governos federal, estadual e municipais a fim de estabelecer políticas públicas de crédito, capacitação profissional e pesquisa que possam estimular o desenvolvimento sustentável do agronegócio. “Temos que garantir o crédito, a capacitação e a pesquisa para o setor ter aumento de produtividade e, assim, gerar emprego, renda, riquezas e divisas”, disse Richa.

A proposta foi apresentada na manhã desta sexta-feira (27), no ExpoTrade Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, a 3.300 produtores rurais e dirigentes sindicais participantes do Encontro Estadual de Empreendedores e Líderes Rurais, evento promovido pelo Sistema Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP). O evento foi aberto pelo presidente da Faep, Ágide Meneguette, e contou também com a participação do presidente do Conselho do SEBRAE-PR, Jéferson Nogarolli; do presidente da FETAEP, Ademir Mueller; e do presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski.

“O programa de formação de empreendedores rurais, que visa dar mais conhecimento e capacitação aos nossos produtores, em especial aos jovens e mulheres, é um belo exemplo. O conhecimento é tudo também no meio rural, para que se possa fortalecer o agronegócio e também aumentar a renda e as riquezas oriundas do campo”, disse o prefeito.

Na visão de Richa, é obrigatória a responsabilidade de todas as esferas do governo atuar de forma conjunta para o fortalecimento do agronegócio. “O agronegócio é a base da economia do nosso Estado e tem contribuído também de forma decisiva para o fortalecimento da economia do País, haja vista que garantiu o superávit da balança comercial nos últimos anos e décadas”, observou o prefeito.

Segundo dados da Faep referentes ao ano de 2007, o agronegócio é responsável por cerca de 35,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná, o equivalente a R$ 58 bilhões. O agronegócio do Paraná é o quarto maior exportador do País, atrás de São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, e responde por cerca de 70% das exportações do Estado. A maior parte da produção no Estado é de soja, pecuária, avicultura, milho, trigo e suinocultura. “O agronegócio precisa do apoio e da sensibilidade das autoridades no sentido de poder aumentar ainda mais a produtividade. Apoiar o agronegócio é apoiar o Estado do Paraná”, considerou Richa, destacando a importância do agronegócio, especialmente, para os pequenos municípios. “Se o agronegócio vai bem, movimentamos a economia das pequenas cidades”, completou.

O prefeito de Curitiba sugeriu ainda o diálogo e o entendimento para enfrentar os gargalos que emperram o desenvolvimento do agronegócio do Paraná. “Gargalos que devem ser corrigidos porque oneram muito o agronegócio. Tem o problema do Porto de Paranaguá, que perdeu muito em movimentação de cargas, onerando portanto o custo da produção, que teve de ser levada para outros portos como, por exemplo, o aumento brutal da movimentação nos portos de Santa Catarina”, citou Richa.

“Tem a questão do pedágio com as tarifas incompatíveis. E questões também de legislação ambiental, como o Código Florestal e a pressão e o terrorismo na cabeça dos produtores com essa proposta do índice de produtividade. Os produtores nunca precisaram de índices para aumentar a sua produção. Isso é um terrorismo que atende apenas questões ideológicas ligadas ao Movimento dos Sem-Terra (MST)”, afirmou o prefeito.

Também participaram do evento o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes; o vice-governador Orlando Pessuti; os senadores Flávio Arns, Osmar Dias, Álvaro Dias e Kátia Abreu (TO); os deputados federais Ricardo Barros, Eduardo Sciarra, Abelardo ,Lupion e Luiz Carlos Setim; e os deputados estaduais Élio Rusch e Plauto Miró Guimarães.