O secretário estadual da Agricultura, Deni Schwartz, encerrou ontem, em Maringá, a série de fóruns regionais para apresentação do sistema de rastreabilidade bovina implantado no Paraná. O sétimo fórum aconteceu na Sociedade Rural de Maringá, com a presença de cerca de 400 pessoas, entre pecuaristas, lideranças rurais, autoridades e técnicos agrícolas.

Os sete encontros realizados desde o último dia 5 reuniram ao todo 2,2 mil produtores do Paraná. “Acredito que alcançamos o objetivo de motivar o setor pecuário a aderir ao trabalho da rastreabilidade, que é de muita importância na valorização da nossa produção”, disse o secretário.

Os fóruns de rastreabilidade bovina foram promovidos pelo Conselho Estadual de Sanidade Animal (Conesa), Secretaria da Agricultura e o Fundo de Desenvolvimento da Pecuária (Fundepec). Os eventos aconteceram em Londrina, Ponta Grossa, Guarapuava, Pato Branco, Cascavel, Umuarama e Maringá.

A rastreabilidade do rebanho é uma exigência já em vigor para quem exporta e será também para o mercado interno até o final de 2005, entre os Estados com status sanitário de livres da febre aftosa. O Paraná, que está entre eles, tem condições de antecipar essa meta.

A princípio, estarão sujeitos ao rastreamento os rebanhos de corte e de leite bovino e também o bubalino. Isso significa que a história da vida de cada animal será conhecida desde os antecendentes, raça, peso ao nascer, tipo de alimentação, vacinas e medicações usadas durante o desenvolvimento e, no caso dos bovinos de corte, peso de carcaça, rendimento, teor de gordura e distribuição ao varejo.

Aftosa

Em Maringá, o secretário Deni Schwartz também fez uma vacinação simbólica em um lote de gado mestiço. “As duas ações promovidas no Estado, a rastreabilidade e a vacina, se integram. O objetivo é maior qualidade na carne produzida e comercializada no Paraná, permitindo a conquista de mais espaço no mercado internacional”, disse o secretário.

A expectativa é de vacinar 100% das 9,7 milhões de cabeças de gado até o próximo dia 20.