A indústria de cloro-álcalis registrou uma queda de 2,1% na produção entre janeiro e maio ante o mesmo período do ano passado. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Cloro-Álcalis e Derivados (Abiclor), o setor é impactado pelos custos elevados com energia elétrica, por paradas técnicas para manutenção e pela desaceleração da economia.

Com a retração, foram produzidas 515.378 toneladas de cloro no período, enquanto em 2014 o volume produzido foi de 526.609 toneladas. O recuo para a soda cáustica neste intervalo foi o mesmo: 2,1%. Foram produzidas 567.135 toneladas, ante 579.341 em 2014.

A taxa de utilização da capacidade instalada da produção de cloro diminuiu para 82,0%, redução de 3,2% em comparação com os cinco primeiros meses de 2014, e distante da média histórica da indústria, que é de 87%.

Apesar da queda na produção, as vendas totais de cloro subiram 1,8%, atingindo 69.142 toneladas. Para a soda, as vendas totais aumentaram 0,8% na comparação com o período de janeiro a maio de 2014.

O consumo setorial de cloro (vendas totais somadas ao uso cativo) apresentou variação negativa de 2,4%. O uso cativo caiu 3%, para 445.640.

O cloro e a soda abastecem pelo menos 16 setores da atividade econômica, atendendo à demanda de diferentes segmentos das indústrias de defensivos agrícolas, limpeza, papel e celulose, componentes eletrônicos, metalurgia, têxtil, tratamento de água, entre outras.