As medidas para a reativação da construção civil, anunciadas na segunda-feira pelos ministros Antônio Palocci (Fazenda) e Olívio Dutra (Cidades), são positivas para o setor. A avaliação é do presidente do Sinduscon-SP (sindicato dos construtores), Artur Quaresma Filho.

Segundo Quaresma, uma das medidas mais importantes é a duplicação, de 1% para 2% ao mês, da dedução do FCVS (Fundo de Compensação das Variações Salariais) virtual no cálculo da destinação dos recursos dos depósitos das cadernetas para a habitação.

A medida, prevista para vigorar a partir de abril, representará o direcionamento de mais de R$ 1,6 bilhão para financiamentos imobiliários até dezembro de 2004, segundo o governo.

“Esses recursos chegarão ao mercado na metade do tempo originalmente previsto, o que será positivo”, comenta o presidente do Sinduscon-SP. A medida deverá ser tomada numa reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional, que o governo pretende realizar ainda nesta semana.

Urgência urgentíssima

“As entidades da construção civil e a Fiesp fizeram a sua parte; o governo agiu; agora a sociedade precisa fazer o mesmo, pressionando o Congresso a aprovar o projeto de lei que o presidente Luis Inácio Lula da Silva deverá enviar hoje, em regime de urgência urgentíssima, com as demais medidas”, diz Quaresma Filho.

Para ele, as mudanças, ao vigorarem na forma de lei, deverão trazer mais segurança aos investidores. “Isso é fundamental para a construção civil crescer e voltar a gerar um grande número de empregos”, comenta.

Para o presidente do Sinduscon-SP, ainda é preciso que os juros caiam, o efeito do aumento da Cofins seja compensado e a renda volte a crescer.