O governo do Japão aprovou hoje um orçamento extra de 4,851 trilhões de ienes (US$ 59,8 bilhões) para financiar um pacote de estímulo econômico que pretende reanimar a lenta recuperação econômica do país. Incluindo 238,8 bilhões de ienes em contratos de serviços públicos que serão implementados, o pacote totaliza 5,1 trilhões de ienes.

O plano de gastos – o primeiro em 11 anos a ser financiado sem uso dos bônus do governo – é o mais recente passo tomado pelo Partido Democrático do Japão para combater as ameaças impostas pela valorização do iene e pela deflação, que podem atrasar a frágil recuperação do país. Para efeito de comparação, o orçamento do governo do primeiro-ministro Naoto Kan é menor que os 7,2 trilhões de ienes propostos pelo ex-premiê Yukio Hatoyama, em dezembro de 2009, e os 15,4 trilhões de ienes propostos pelo oposicionista Partido Democrático Liberal, em abril de 2009.

O orçamento extra, que havia recebido luz verde do gabinete japonês no início deste mês, inclui 319,9 bilhões de ienes para criação e proteção de empregos, 1,124 trilhão para cuidados infantis, médicos e de enfermagem e 3,071 trilhões de ienes para ajudar pequenas empresas, revitalizar economias regionais e melhorar a infraestrutura.

O governo vai alocar 336,9 bilhões de ienes para dar suporte a áreas de negócios em crescimento e tecnologias, incluindo 87,2 bilhões de ienes para ajudar a garantir mais fontes de terra rara e outros recursos naturais. Os gastos extras surgem enquanto o dólar cai para as mínimas em 15 anos diante do iene, o que prejudica a competitividade dos exportadores japoneses, que são o principal motor da recuperação econômica do país.

O governo também pretende dar suporte financeiro para companhias que investem no exterior para tirar vantagem do iene mais forte. O gabinete do governo espera que o estímulo aumente o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,6 ponto porcentual e crie e proteja entre 450 mil e 500 mil empregos. As informações são da Dow Jones.