Levantamento com 478 empresas da Grande São Paulo, realizado pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) após os meses de verão de 2010, revela que, a cada mês de chuvas torrenciais, há uma perda de R$ 1,3 bilhão para as empresas. Já os danos causados por enchentes somam R$ 2,1 bilhões mensais. A pesquisa mostra que mais da metade das empresas paulistas apontaram, como principais problemas causados pelas chuvas: atraso na entrega de produtos, ausência ou atraso dos funcionários.

O excesso de chuvas e enchentes trazem problemas, para 41% das empresas. As chuvas enfrentadas nos meses de verão causam dificuldades com o transporte dos produtos das empresas, levando atraso nas entregas, para 39% dos empresários consultados. Já para 24%, o problema maior é a falta de pessoal ou o atraso de funcionários. Para 15% das empresas, o prejuízo está relacionado aos custos operacionais, e para 14% a dificuldade enfrentada é o transporte de matérias-primas.

As empresas mais afetadas em seu faturamento mensal citam danos no estoque e maquinário, bem como prejuízos por dia parados para limpeza. Nesse caso, o valor médio das perdas é de 6,5% do faturamento mensal. Já 47% das empresas que sofreram perdas devido à grande quantidade de chuvas nos últimos anos citaram problemas no transporte e no fornecimento de matérias-primas, ausência ou atraso do pessoal. Nesse caso, o valor médio das perdas é de 4,2% do faturamento mensal.

Na divisão por porte, 18% das pequenas empresas tiveram danos de em média 7,1% de seu faturamento. Para 22% das médias empresas, as perdas ficaram, em média, de 5,5% do faturamento, enquanto para 8% das grandes, o lucro ficou em média 4,5% mais baixo.