A participação da energia nuclear na matriz energética brasileira deve triplicar até 2030, passando do 1% atual para 3%. A projeção faz parte do Plano Nacional de Energia (PNE), que prevê a construção de quatro usinas de mil megawatts (MW) cada, além de Angra 3, no período. O plano foi aprovado na segunda-feira pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e projeta a necessidade de investimentos de US$ 804 bilhões no setor.

Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, a energia nuclear é estratégica para o País uma vez que o aproveitamento hídrico tende a diminuir. A previsão é que Angra 3 entre no sistema em 2013. A primeira entre as novas usinas tem início de operações previsto para o período entre 2015 e 2020. A segunda, nos cinco anos seguintes e as duas últimas, perto de 2030.

"Quando olhamos para além de 2025, 2030, vemos que o País precisará da energia nuclear, pois as hidrelétricas serão cada vez mais escassas. Então, precisamos desenvolver tecnologia e manter o pessoal da área trabalhando desde já." Tolmasquim admite que a energia nuclear pode ser mais cara que as outras no curto prazo, mas no futuro as térmicas terão de operar com mais freqüência, o que põe a tecnologia em vantagem ante o gás.