O economista Edmund Phelps, Prêmio Nobel de Economia em 2006, defendeu nesta terça-feira (12) o fortalecimento do sistema financeiro com ênfase na ampliação forte do crédito e a melhoria do arcabouço legal, que baliza as operações comerciais, como caminhos para se aumentar o dinamismo da economia brasileira.

"Não há apenas uma coisa que precisa ser feita para solucionar os problemas da economia do Brasil. É preciso uma série de iniciativas, como melhorar as instituições de crédito e de investimento, para dar mais suporte aos empreendedores", disse Phelps, admitindo, no entanto, que não é familiarizado com a economia do Brasil.

Para ele, de uma forma geral as economias com forte potencial de desenvolvimento são apoiadoras da livre iniciativa, e vêem no governo um indutor integrador de políticas que favoreçam o desenvolvimento econômico.

Phelps usou o exemplo da Argentina para demonstrar o que não se deve fazer para favorecer o crescimento econômico. Segundo ele, naquele país o governo tem tido um papel excessivamente intrusivo na economia e as empresas não demonstram comportamento voltado para o lucro e para um maior crescimento econômico.

Sobre a economia mundial, Phelps analisou que a exuberância vivida atualmente deve chegar ao fim quando, entre outros eventos, a economia chinesa chegar a um equilíbrio entre a demanda e a oferta no mercado interno.

Para o Prêmio Nobel, é o excesso de produção da China um dos principais fatores que vem impulsionando o crescimento mundial. "Eventualmente a China pode se tornar uma nova economia norte-americana. E aí não exportará mais barato, porque não haverá mais mão-de-obra lá", analisou.