O Ministério do Planejamento, no relatório de avaliação de receitas e despesas do terceiro bimestre de 2011, manteve a projeção de crescimento da economia brasileira em 4,5% para 2011. Segundo o documento, divulgado no final da tarde, o PIB nominal estimado para este ano é de R$ 4,109 trilhões. O ministério, no entanto, aumentou de 5,7% para 5,8% a previsão da inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 2011. Para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), a projeção foi reduzida de 7,01% para 6,14% este ano. O documento ressalta que a nova projeção para o IPCA ainda é compatível com a meta de inflação perseguida pelo Banco Central (o teto da meta é de 6,5% e o centro, 4,5%).

O Ministério do Planejamento elevou a projeção da estimativa de crescimento da massa salarial nominal de 11,71% para 13,36% em 2011. A taxa Selic média foi revisada de 11,74% ao ano para 11,87% ao ano. A taxa de câmbio média foi mantida em R$ 1,61 por dólar. A projeção do preço médio do petróleo foi elevada de US$ 103,31 para US$ 112,52 por barril.

O relatório ainda considerou para a reavaliação das receitas e despesas, o valor do salário mínimo de R$ 545. Esses parâmetros macroeconômicos atualizados servem como base para a reavaliação da projeção de receitas e despesas do governo até o final do ano, considerando a realização orçamentária e de arrecadação até o mês de junho.