O dólar abriu em alta de 0,34% no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), cotado a R$ 1,9105 nos contratos de liquidação à vista. A agenda norte-americana, repleta de dados relevantes hoje, deve comandar os negócios do mercado financeiro pela manhã.

Nos últimos dias, desde que se consolidou a aposta na queda do juro norte-americano, em decorrência das declarações feitas por diversos presidentes de bancos centrais durante a reunião que tiveram na Basiléia (Suíça), os investidores têm demonstrado maior tranqüilidade nos negócios. Mas a idéia de que os problemas não estão solucionados também é compartilhada por todos e, portanto, a sensibilidade e a volatilidade não foram abandonadas, perante notícias ruins.

"Os problemas surgidos com a crise do mercado imobiliário de risco (subprime) nos EUA não foram resolvidos. O alívio do mercado tem sido possível porque existe uma perspectiva de que os países desenvolvidos agirão em conjunto para solucioná-los. Assim, perante novidades desfavoráveis, há reação", explica um profissional do mercado financeiro.

É o que está acontecendo nesta manhã. As novidades ruins do início do dia vieram da Europa, antes dos indicadores norte-americanos começarem a ser revelados, imprimindo tom pessimista aos mercados, enquanto os investidores esperam os números. O banco central da Inglaterra teve de socorrer o Northern Rock, que enfrenta aperto de liquidez e só consegue captar recursos a curto prazo. Sem a ajuda, a Northern Rock, quinta maior instituição provedora de crédito imobiliário do Reino Unido, disse que não seria capaz de refinanciar suas dívidas que estão vencendo. As ações da instituição despencaram 23% esta manhã na Bolsa de Londres, com repercussões em outros mercados.