Um dia após o congelamento de três fundos pelo BNP Paribas ter provocado nervosismo nos mercados a ponto de levar à necessidade de injeção de liquidez por parte dos dois mais importantes bancos centrais do planeta – o BC Europeu e o Fed norte-americano – as tensões continuam acirradas. As bolsas mantêm quedas acentuadas na Europa. Nos Estados Unidos, os índices futuros do mercado acionário apresentam desvalorizações fortes e as taxas de juros dos títulos do Tesouro também cedem, no movimento de busca pela qualidade.

O iene continua ganhando fôlego ante as demais moedas, no rastro do desmonte de posições de carregamento (carry trade), justamente umas das que têm alimentado a abundante liquidez mundial para ativos de maior risco. No Brasil, o dólar à vista iniciou em alta de 1,56%, a R$ 1,956, an Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Às 9h23, o dólar à vista já perdia 1,97%, a R$ 1,964.

Os acontecimentos de quinta-feira são decorrentes da crise do mercado de crédito de alto risco dos EUA, que tem respingado em outros países – principalmente Austrália, Alemanha e França – mas que ainda não está totalmente dimensionada. Assim, ainda é cedo também para dizer se o ápice do estresse ocorreu ontem, ou se o pior ainda está por vir. Nem os analistas mais experientes arriscam um veredicto final sobre o atual momento dos mercados. O único consenso é a volatilidade.