Dívida pública mobiliária cresce 1,43% em novembro

A dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi) apresentou um crescimento de R$ 22,2 bilhões em novembro, atingindo R$ 1,575 trilhão. De outubro para novembro, o aumento da dívida foi de 1,43%. O crescimento da dívida foi provocado por uma emissão líquida de títulos (emissões maiores do que resgates) de R$ 6,26 bilhões e por um impacto de juros no estoque da dívida de R$ 15,94 bilhões.

A parcela de papéis prefixados (títulos corrigidos com correção definida na hora do leilão) subiu de 36,73% para 37,36% do total da dívida. Já a parcela da dívida corrigida pela taxa Selic caiu de 33,32% para 33,08%. Os papéis atrelados a índices de preços fecharam o mês de novembro correspondendo a 28,08% do total da dívida. Em outubro, a participação desses papéis era ligeiramente maior: 28,37%.

Os papéis corrigidos pela taxa de câmbio correspondiam em novembro a 0,60% do total da dívida, o mesmo valor observado em outubro. A parcela da DPMFi que vence em 12 meses (considerada dívida de curto prazo) subiu de 23,53% em outubro para 24,21% em novembro, apresentando uma ligeira piora já que para esse indicador quanto menor o porcentual, melhor para o governo, porque ele reduz o risco de financiamento do endividamento público. O prazo médio da DPMFi caiu de 3,43 anos em outubro para 3,38 anos em novembro.

O custo médio da dívida pública mobiliária federal interna acumulado em 12 meses aumentou em novembro para 11,62% ao ano, ante 11,38% anuais em outubro, de acordo com dados divulgados hoje pelo Tesouro Nacional. A alta no custo se deveu, de acordo com o órgão, à variação mais forte dos indexadores da dívida, como a taxa Selic, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) e o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). O custo médio da DPMFi somente em novembro foi de 13,96%, em termos anualizados.

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