Os índices de inadimplência caíram significativamente nos últimos dois meses, segundo levantamento realizado pela Serasa (serviço de proteção do crédito). Segundo a entidade, nos primeiros dois meses do ano, a inadimplência estava 36% acima do índice registrado no mesmo período de 2001. Em setembro e outubro, o aumento era de 6,3% em relação ao mesmo bimestre do ano passado.

Entre as pessoas físicas, o aumento da inadimplência passou de 44% para 16,4%, nas mesmas comparações.

Segundo o presidente da Serasa, Elcio Anibal de Lucca, dois fatores contribuíram para o resultado. A queda no consumo levou a uma demanda menor por crédito. Além disso, a liberação de parte das perdas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) serviu para que alguns consumidores pagassem suas dívidas.

No caso da pessoa jurídica, foi registrada uma queda de 13,5% na inadimplência no último semestre (resultado negativo), contra um crescimento de 30,7% registrado no início do ano.

??A inadimplência nas empresas não cresceu porque a renegociação tem sido a palavra de ordem??, afirmou o presidente da Serasa.

Os cheques sem fundos respondem por 37% da inadimplência registrada entre janeiro e outubro deste ano, contra 42% no mesmo período do ano passado, com uma média de R$ 671,74.

As empresas de cartões de crédito e financeiras contribuíram com 31%, contra 26% em 2001 (média de R$ 320,37).

Os registros no sistema financeiro (bancos) tem a terceira maior participação, 25% contra 23% no ano passado, uma média de R$ 2.333,86.

O percentual de títulos protestados ficou praticamente estável, 7% (2002) contra 8% (2001), uma média de R$ 320,37.