Brasília – O Brasil bateu um novo recorde em sua carga tributária, ao atingir 36,45% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos oito anos do Plano Real, a carga tributária per capita subiu 213%. Os dados fazem parte de um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que será divulgado hoje.

De acordo com o estudo, durante o governo Fernando Henrique Cardoso a carga tributária saltou de 28,61% do PIB (1994) para 36,45% do PIB (2002), crescendo 2,48 vezes em reais. Em 1994, a arrecadação foi de R$ 136,73 bilhões, enquanto em 2002 totalizou R$ 476,57 bilhões.

No mesmo período, o PIB cresceu 1,73 vez (passou de R$ 477,92 bilhões para R$ 1,307 trilhão). O estudo informa ainda que foram arrecadados, em 2002, R$ 476,57 bilhões de tributos (federal, estaduais e municipais), e em 2001 a arrecadação foi de R$ 403,74 bilhões, um crescimento de R$ 72,82 bilhões.

O estudo relata ainda que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foi o de maior arrecadação em 2002 com R$ 105,65 bilhões, seguido do Imposto de Renda, R$ 85,80 bilhões, e contribuições ao INSS, R$ 76,08 bilhões.