O sistema do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) da Caixa Econômica Federal (CEF) está fora do ar desde anteontem devido a problemas na rede eletrônica de comunicação. As pessoas que procuraram o serviço nestes dias foram avisadas sobre o problema e dispensadas pelos monitores das filas nas agências, que fazem uma triagem do tipo de serviço a ser utilizado antes da abertura do banco.

Havia rumores de que o sistema estava parado desde quinta-feira passada, mas a assessoria de imprensa da Caixa negou a informação, apenas reiterando a paralisação nos últimos dois dias. Segundo o banco, o problema foi isolado, atingindo algumas agências do Estado. As causas da paralisação foram verificadas e o serviço deveria voltar ao normal ainda ontem.

A assessoria não soube dizer quantas pessoas deixaram de ser atendidas. Aquelas que conseguiram dar entrada nos processos até terça-feira não foram prejudicadas. Os funcionários orientaram para que voltassem em cinco dias. Os trabalhadores que aguardaram ontem na fila devem procurar as agências hoje.

Vigente desde 1967, o FGTS pode ser utilizado em diversas situações, como demissão sem justa causa; término do contrato por prazo determinado; aposentadoria; falecimento; quando o trabalhador ou dependente for portador do vírus HIV ou tiver câncer; rescisão do contrato por culpa recíproca ou força maior, por extinção total ou parcial da empresa; utilização na compra da casa própria; pagamento de prestação, amortização ou liquidação do saldo devedor do Sistema de Financiamento Habitacional (SFH), entre outros.

Segundo informações da Caixa, em dezembro de 2002 o FGTS possuía mais de 63 milhões de contas vinculadas ativas com valor total de R$ 80 bilhões. As contas inativas somavam quase cinco milhões de unidades, representando R$ 757,2 milhões. A arrecadação em 2002 foi de R$ 22,4 bilhões, considerado a maior na história da Caixa. O banco aplicou há dois anos cerca de R$ 3,2 bilhões em financiamentos de moradias, saneamentos e infra-estrutura no Brasil.