O Brasil registrou em 2010 a mais alta taxa de empreendedorismo entre os países do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), de acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), divulgada hoje pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O País também aparece na frente entre as nações emergentes que compõem o chamado Bric (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China).

Os 60 países que participaram do levantamento foram divididos em três grupos. O Brasil ficou no quarto lugar no grupo da eficiência – que reúne as economias norteadas para a eficiência e a produção industrial em escala -, atrás de Peru, Equador e Colômbia.

O Brasil registrou em 2010 o melhor desempenho nos 11 anos em que participou da pesquisa. A Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial (TEA) foi de 17,5% da população adulta, o que significa que, de cada 100 brasileiros de 18 a 64 anos, mais de 17 são empreendedores em negócios com até três anos e seis meses de atividade. São 21,1 milhões de pessoas. Em relação a 2009, a TEA do País subiu 2,2 pontos porcentuais.

O levantamento mostra também que 22,2% dos empreendedores têm entre 25 e 34 anos de idade. Os homens voltaram a superar as mulheres, respondendo por 51% do total. Além disso, 17,5% têm mais de 11 anos de estudo.

De cada três empreendedores, 2,1 abriram o negócio porque vislumbraram uma oportunidade, enquanto 1 foi por necessidade. Essa taxa está em linha com a média mundial, que é de 2,2 por 1. A principal razão apontada pelos entrevistados para empreender foi independência profissional (43%), seguida de aumento da renda pessoal (35%). O estudo considera a atividade empreendedora formal e informal.