Esta semana sai um dos principais rankings de fusões e aquisições do País, o da Thomson Financial. A disputa pelo primeiro lugar mobiliza alguns dos mais importantes banqueiros responsáveis por costurar negócios no Brasil. Até aqui, Citi, Credit Suisse e ABN Amro Real, cada um por trás de negócios em torno de US$ 15 bilhões, estão embolados nas três primeiras posições. No momento em que as operações de compra e venda prometem bater recorde no País, estar no alto do ranking é uma poderosa arma para atrair os clientes e conseguir os melhores negócios.

Em 2007, o mercado movimentou US$ 59 bilhões. A previsão dos banqueiros é que esse número ultrapasse US$ 100 bilhões, a julgar pelas operações engatilhadas. O ano mal começou e negócios bilionários estão perto de serem fechados. A Oi (ex-Telemar) tenta comprar a Brasil Telecom numa operação que começa com pelo menos US$ 5 bilhões. O Citi tem o mandato para vender o controle da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e da Brasiliana (dona da Eletropaulo e da AES Tietê). Segundo estimativas de mercado, as duas operações podem chegar a US$ 15 bilhões. Mas todas essas, que já soam grandes para os padrões brasileiros, ficam modestas perto de uma eventual oferta da Vale pela mineradora suíça Xstrata. As cifras podem ultrapassar US$ 70 bilhões.

Os números acima, por si só, explicam a euforia dos banqueiros. Apesar da crise financeira nos Estados Unidos e do comportamento nervoso da bolsa brasileira, eles concordam em um ponto: o Brasil tem hoje uma combinação inédita de fatores para um crescimento explosivo de negócios. "Nosso otimismo tem um grau de cautela, mas os emergentes aparecem como alternativa?, diz o presidente da área de investimentos do Citi, Ricardo Lacerda. "O mundo é muito interligado, mas o grau de oscilação do País hoje é muito menor que no passado?.