Ontem, no primeiro dia de mais um aumento autorizado da gasolina, os postos de combustíveis de Curitiba tiveram pouco movimento. A média de preços se manteve em R$ 2,26 o litro, ao contrário das expectativas, que indicavam que a média seria de R$ 2,30 o litro. Quem praticou esse preço ficou com o posto vazio. Mas quem procurou, ainda encontrou preços até R$ 0,08 mais baratos.

Em um posto ao lado do terminal de transporte coletivo da Boa Vista, o combustível estava sendo vendido por R$ 2,17, preço abaixo da média, mas considerado alto pelos consumidores. O mecânico Hamilton José de Campos diz que com esse preço é impossível encher o tanque do carro. “A gente coloca só um pouco para poder rodar o necessário”, afirma.

O vendedor Simão Leal pagou R$ 2,27 pelo litro da gasolina em um posto na Rua Mateus Leme. Ele também considera o preço muito alto, mas lembra que os consumidores estão sem alternativa. “Pra andar de carro tem que gastar”, diz. Ele afirma que não faz pesquisa de preços, e abastece sempre no mesmo lugar devido à facilidade. “Eu moro aqui perto e se for para outro bairro abastecer acabo gastando mais, pois preciso rodar mais”, disse.

Já o motorista José Alves da Silva confessa que quando vai abastecer o veículo da empresa onde trabalha nem olha na tabela de preços, mas quando vai abastecer o próprio veículo a história é diferente. “Daí eu pesquiso onde está mais barato.” Silva afirma que além da pesquisa para encontrar o combustível mais em conta, opta por deixar o carro na garagem e vai trabalhar de ônibus para economizar.

Governo

O aumento do combustível está ligado à redução do percentual de mistura do álcool anidro na gasolina, que passou de 25% para 20%. Essa redução foi acertada entre o governo federal e o setor sucroalcooleiro. O argumento é evitar o desabastecimento do álcool no período de entressafra.