A arrecadação de impostos e contribuições federais somou, em julho, R$ 67,973 bilhões, de acordo com dados divulgados hoje pela Receita Federal. O resultado foi 10,54% superior ao de junho deste ano em termos reais – descontada a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em comparação com julho de 2009, houve alta real de 10,76%.

A arrecadação administrada pela Receita Federal em julho somou R$ 64,213 bilhões, com alta real de 6,64% ante junho e aumento de 10,16% em relação a julho de 2009. As demais receitas totalizaram R$ 3,759 bilhões, com alta real de 194,3% ante junho e de 22,01% na comparação com julho de 2009.

No acumulado de janeiro a julho deste ano, a arrecadação federal soma R$ 447,464 bilhões, o que representa uma alta real de 12,22% em relação a igual período do ano passado. A arrecadação do mês de julho representou mais um recorde neste ano. Em todos os meses de 2010, a marca de arrecadação foi quebrada.

Combustíveis

A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre combustíveis foi o tributo que teve maior expansão no período de janeiro a julho deste ano, entre as receitas administradas pela Receita Federal. Esse tributo foi responsável pela arrecadação de R$ 4,348 bilhões no ano, o que representa uma alta real (descontada a inflação) de 139,7% ante o mesmo período de 2009.

O segundo tributo que mais ampliou sua arrecadação foi o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com alta de 33,06%, em um montante arrecadado de R$ 14,438 bilhões. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), por sua vez, parece em terceiro lugar, com alta real de 25,70%, totalizando R$ 15,248 bilhões.

O Imposto de Importação (II) e o IPI vinculado à importação, somados, aparecem em quatro lugar, com alta de 18,87% no ano e arrecadação de R$ 17,346 bilhões. Em quinto lugar, aparecem o PIS e a Cofins, com alta real de 16,76%, somando R$ 97,936 bilhões de arrecadação.