A 8.ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo deu ganho de causa à Arapuã, na ação que discute o fim da concordata da empresa. Por unanimidade, o Tribunal decidiu que a rede está autorizada a implementar o plano de reestruturação que prevê a troca de sua dívida por debêntures.

O agravo de instrumento, impetrado pela rede em reação ao pedido de falência feito pela Evadin, põe fim à discussão judicial iniciada em 22 de junho de 1998. “Esta decisão permite à Arapuã implementar o processo de recuperação de suas operações, preservando um dos principais canais de distribuição do país”, diz Fábio Marcondes, diretor executivo da rede.

A Arapuã emprega hoje 1.300 funcionários e gera 6.500 empregos indiretos. Atualmente a rede conta com 88 lojas e registrou faturamento de R$ 300 milhões em 2002. “O fim da concordata libera amarras importantes. Estamos enxutos, reorganizados e agora poderemos atuar de forma mais competitiva”, diz Marcondes.

Atualmente, a Arapuã está presente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Das 88 lojas, 11 estão instaladas em shopping centers.

O plano de reestruturação da Arapuã, que prevê a troca da dívida de R$ 700 milhões (valor originário) por debêntures de longo prazo, recebeu a adesão de 90% dos credores. O plano inclui a criação da subsidiária Arapuã Comercial, ou Arapuã II, da qual a rede Arapuã detém 99,9% do capital, para explorar os pontos comerciais.