Rogério Theodorovy/Fiep
Definição sobre aumento do piso paranaense ficou para semana que vem.

Terminou sem acordo a reunião realizada nesta quarta-feira (16), na Secretaria de Estado do Trabalho e Emprego, para definir o reajuste do salário mínimo regional. Representantes de entidades do setor produtivo e das centrais sindicais de trabalhadores expuseram suas posições ao secretário do Trabalho, Luiz Claudio Romanelli. Um novo encontro ficou marcado para a próxima terça-feira (22), às 14h, na secretaria.

A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) reiterou que o reajuste do salário mínimo regional em 2011 não deve ultrapassar o centro da meta de inflação, que é de 4,5%. A entidade defendeu ainda a livre negociação entre empresários e empregados, levando em conta as peculiaridades regionais e setoriais, como melhor forma para definição de reajustes salariais. Por outro lado, as centrais sindicais insistem em um reajuste de 14,8%.

O vice-presidente da Fiep, Hélio Bampi, que foi o porta-voz das federações empresariais na reunião, citou um levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que revela que o piso estadual cresceu entre 121% e 140% de 2005 a 2010, dependendo da categoria profissional. Enquanto isso, o mínimo nacional subiu 70%. “Nesse período, o piso regional do Paraná teve um ganho real que chega a 83%, muito acima do mínimo nacional. Essa situação vem fazendo com que o Paraná perca competitividade, o que leva à perda de investimentos e à exportação de empregos para outros estados”, afirmou.

 Para Bampi, a imposição de um índice de reajuste artificial para o mínimo regional compromete o livre diálogo entre empresas e empregados, já que ele é usado como paradigma para as negociações.

Na avaliação do secretário Luiz Cláudio Romanelli, a aproximação entre empresários e trabalhadores é fundamental para a definição de estratégias do governo em relação ao piso estadual. “O governo pretende que esta discussão dê substância ao que será a política do mínimo regional nesta gestão. O piso tem sido um instrumento poderoso para a superação das desigualdades sociais no Paraná, mas temos que reconhecer que o Estado deve se manter competitivo”, declarou.