Depois de um dia inteiro de negociações, os trabalhadores da área petrolífera e das montadoras chegaram a um acordo, na última sexta-feira, no Tribunal do Trabalho do Paraná (TRT). Os trabalhadores terceirizados da área de manutenção que trabalham na Usina do Xisto, em São Mateus do Sul, estavam em greve desde o dia 27 de maio. Os motivos da paralisação foram a falta de pagamento do aviso prévio para os trabalhadores temporários na usina, além do não pagamento de um auxílio para o transporte.

O acordo, segundo o TRT, consistiu no comprometimento das empresas a pagar um valor a título indenizatório aos trabalhadores da usina. O valor será calculado sobre o salário/hora dos funcionários, conforme o contrato temporário. O cálculo é baseado no artigo 479, da CLT. Durante a audiência no TRT (presidida pelo desembargador federal do Trabalho Luiz Eduardo Gunther e pelo procurador regional do Trabalho, José Cardoso Teixeira Júnior), ficou definido, ainda, que os funcionários retornarão ao trabalho, sendo que as faltas sem justificativa serão descontadas. Também ficou acordado no TRT que os dias parados serão descontados e que um dia de greve poderá ser compensado com oito horas de trabalho. As empresas se comprometeram, ainda, a não punir os trabalhadores.