Rio de Janeiro – A deputada Marina Maggessi (PPS-RJ) afirmou nesta quinta-feira (19) que nunca recebeu qualquer dinheiro do jogo do bicho. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a parlamentar estaria sendo investigada pela Polícia Federal, por suposto recebimento de verbas de contraventores do bicho, para sua campanha eleitoral no ano passado.

Marina Maggessi disse que todo o dinheiro recebido na campanha, R$ 69 mil, foi declarado à Justiça Eleitoral. A prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral mostra que a deputada recebeu dinheiro de três empresas e de um parente. Quase toda a quantia foi gasta com material impresso de divulgação e propaganda em jornais. Segundo a deputada, o próprio comitê de campanha funcionou em uma loja, cedida gratuitamente por uma empresa, por intermédio de um amigo.

A deputada considerou "uma covardia" a divulgação de informações do relatório sigiloso da Polícia Federal contra ela. Marina disse que não sabe por que estão fazendo isso contra ela, mas desconfia de algumas pessoas porque, durante sua carreira de 18 anos como inspetora de Polícia Civil, fez muitos inimigos. Para ela, a imprensa pode estar sendo manipulada por essas pessoas.

?Eu não estou entendendo é o por quê disso. Esse tipo de ataque, eu tenho que saber de onde está vindo. Eu não acho que esteja partindo da imprensa, e muito menos da Polícia Federal. Está partindo de um grupo de covardes [que, para ela, divulgaram o relatório sigiloso] e que, em breve, terão que mostrar a cara. O que me chama a atenção no relatório é que tudo é suposto. Tudo que falam de mim é suposto, mas chega no jornal e vira verdade?, disse Marina.

Em entrevista coletiva, a deputada destacou que trabalhou na campanha de Denise Frossard, juíza que prendeu 14 ?bicheiros? em 1993 e que se candidatou ao governo do estado no ano passado. ?Os bicheiros iam me ajudar na minha campanha por quê? Eu tenho lutado pela liberação do jogo do bicho? Alguma vez me manifestei sobre jogo do bicho??, indagou.

A deputada foi a primeira mulher a assumir a chefia do setor de inteligência da Polícia Civil. Seu currículo inclui operações como as que resultaram na prisão de Elias Maluco, assassino do jornalista Tim Lopes, e na morte do traficante Erismar Rodrigues Moreira, o Bem-Te-Vi, que chefiou o tráfico na Rocinha em 2005, período em que a comunidade viveu momentos de violência.