O banqueiro Daniel Dantas encaminhou hoje nota de esclarecimento à imprensa, na qual refuta acusações da revista "Veja" feitas a ele em reportagens da edição deste fim de semana e da semana passada. Dantas nega ter financiado suposto dossiê com informações sobre contas no exterior do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Justiça, Mário Thomaz Bastos; contesta indicações da revista de que um acordo político teria sido feito com Thomaz Bastos; e desmente ameaças a partidos políticos

A revista "Veja" apontou Daniel Dantas como financiador de um dossiê, preparado por espiões estrangeiros, e que apontaria supostas contas, em paraísos fiscais, de várias autoridades do governo brasileiro, a começar pelo presidente Lula e pelo ministro Thomaz Bastos.

Segundo a publicação, o encontro entre Dantas e Thomaz Bastos, no último 16, na residência do senador Heráclito Fortes (PFL-PI) juntamente com os deputados do PT José Eduardo Cardozo e Sigmaringa Seixas, teve como objetivo um acordo político para que o banqueiro preservasse o governo, em troca de sua própria preservação. E que isso teria resultado na decisão da CPI dos Bingos, por 6 votos a 5, de não convocar Dantas para depor.

A "Veja" diz ainda que, no encontro, após a saída do ministro, Dantas teria feito uma ameaça, caso o acordo não fosse cumprido: "eu não afundo só. Se eu descer, levo o PFL, o PSDB e o PT juntos."