Por que não usar o espaço do estacionamento para outra função além de guardar carros? É isso que a Universidade Federal do Paraná (UFPR) fez no Centro Politécnico, no bairro Jardim das Américas, em Curitiba. A cobertura de 375 vagas de carros agora é também a maior usina do Brasil de energia solar fotovoltaica em carport (do inglês, estacionamento de carros).

A cobertura do estacionamento de veículos é feita com uma estrutura modelar composta de perfis metálicos preparados para receber painéis fotovoltaicos. A usina da UFPR  também é a maior estrutura pública para geração de energia solar do Paraná.

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O estacionamento cumpre, portanto, dupla função. Dá proteção e sombra aos veículos  e gera energia limpa para utilização da própria universidade. O investimento no projeto foi de R$ 5 milhões. Os investimentos são da Companhia Paranaense de Energia (Copel), através do Programa de Eficiência Energética. Os projetos foram aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A usina garante 375 vagas cobertas para carros. A potência total é de 1.166 kWp (quilowatt-pico). Essa é a potência instalada da usina. A geração total de energia é de 1.300 MWh (Megawatt-hora) por ano, o que corresponde a necessidade de consumo médio de 722 residências em um ano.

A geração da usina é suficiente para abastecer 50% do consumo do Centro Politécnico no período de um ano. Além disso, a geração da usina chega a evitar a emissão de 96 toneladas de CO2 (carbono) por ano, o que equivale à preservação de 4.372 árvores.

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A economia estimada pela Universidade Federal do Paraná é de R$ 1,5 milhão ao ano. É dinheiro que deixa de ir para o pagamento da conta de luz e que pode ser investido em outras atividades e projetos da instituição. “O reinvestimento disso pode ser feito em pesquisa, em bolsas para alunos. A gente pode investir no próprio tripé da universidade: ensino, pesquisa e extensão”, afirma a analista de projeto da Fundação da UFPR (Funpar), Libia Naico Baranhuk.

Prefeitura

A prefeitura de Curitiba também vem instalando painéis de energia solar. Em maio de 2019, foram instaladas 440 placas de captação de energia do sol no prédio da prefeitura, no bairro Centro Cívico. O sistema vai ajudar a economizar R$ 180 mil por ano na conta de luz do próprio prédio.

Além do paço municipal, a prefeitura de Curitiba também quer levar os painéis fotovoltaicos para os terminais de ônibus, a rodoviária e o aterro do Caximba. Os primeiros terminais que devem receber placas de energia solar são o Pinheirinho, Santa Cândida e Boqueirão.  A expectativa é de que somadas a produção dos terminais, rodoviária e Caximba sejam gerados 980 mil kW/h, o suficiente para abastecer 65 mil famílias.