Protesto contra a Copa do Mundo, ontem à noite (18), reuniu pouco mais de 50 manifestantes na região central e foi parcialmente pacífico. Alguns momentos hostis ocorreram entre motoristas e manifestantes, quando alguns cruzamentos foram bloqueados. Na Avenida Batel, em frente ao Shopping Pátio Batel, dois motociclistas quiseram furar a barreira e foram segurados, em seguida, uma caminhonete avançou em cima dos manifestantes e alguns danificaram o veículo.

Quase no fim do ato, no retorno para a Boca Maldita, onde o protesto começou às 18h30, outro motorista jogou o carro contra os manifestantes, na esquina das ruas Benjamim Lins e Bento Viana, mas ninguém se feriu. Momento tenso também ocorreu por volta das 20h, quando os manifestantes tentaram entrar no shopping e foram barrados pelos seguranças. Apenas dois membros da passeata, confundidos com clientes, conseguiram entrar. Passaram a exibir cartazes lá dentro. Do lado de fora, os demais gritavam palavras de ordem.

Houve bate-boca com o gerente de um café que resolveu sair, mas a discussão não durou muito. O plano inicial da manifestação era sair do calçadão da XV de Novembro rumo à Arena da Baixada, entretanto, devido às ameaças de torcedores do Atlético Paranaense, na página do movimento no Facebook, os manifestantes decidiram ir ao Batel.

“Enquanto esses torcedores não reconhecerem que eles também são vítimas e pararem com essas ameaças, não vamos protestar perto da Arena”, afirmou o sociólogo Bernardo Pilotto, um dos organizadores do protesto anticopa. Segundo ele, a indignação é grande, mais ainda com a confirmação de Curitiba como cidade-sede. “Viemos protestar porque já usaram demais o dinheiro público em obras que serão inúteis para a maioria das pessoas. Escolhemos esse dia por ser um dia decisivo”, completou Bernardo.

Dossiê

Uma manifestação menor aconteceu à tarde, em frente à prefeitura, durante coletiva de impressa do prefeito Gustavo Fruet. Onze membros do Comitê Popular da Copa distribuíram panfletos e um dossiê apontando supostas violações dos direitos humanos, segundo eles, provocadas pela realização do evento na capital.

Veja na galeria de fotos os manifestantes.