O Corpo de Bombeiros do Paraná registrou neste fim de semana o milésimo salvamento da temporada 2017-2018 nas praias do estado. Até a manhã desta segunda-feira (29), foram 1.023 resgates realizados pelos guarda-vidas ao longo de todo o Litoral. Os números são bem superiores aos do mesmo período do ano passado, quando foram realizados 779 salvamentos. Na temporada de 2015-2016, foram 594.

Para a porta-voz da Operação Verão, capitã Rafaela Diotalevi, a maior quantidade de veranistas nas praias e o abuso de muitos banhistas no mar ajudam a explicar esse crescimento no número de ocorrências. Segundo ela, com mais gente na praia, a demanda por atendimento também aumenta.

Leia também: Tartaruga marinha faz desova rara em praia do Litoral

“Contudo, também houve uma diminuição no número de mortes, o que mostra que o atendimento e as formas de alerta estão funcionando”, diz. Desde o início da temporada, em 21 de dezembro, quatro pessoas morreram nas praias do Paraná. No mesmo período do ano passado, foram nove mortes por afogamento e seis no verão de 2015-2016.

Dos quatro óbitos da atual temporada, dois aconteceram nos entrepostos, nas áreas com bandeira preta. Ambos foram em Guaratuba. Outro óbito aconteceu em Pontal do Paraná, com um rapaz de 24 anos se afogando ao tentar salvar o primo na praia de Santa Terezinha. A quarta ocorrência foi em Matinhos, no balneário Ipacaraí, depois que um idoso teve um ataque cardíaco.

Leia também: Prometida há 30 anos, engorda da orla de Matinhos deve sair do papel

“Diferente dos anos anteriores, as pessoas já não buscam tanto as áreas desguarnecidas. Mas ainda há casos de banhistas que querem nadar no fundo no mar, há algum abuso. Mas percebemos que a população tem evitado áreas com bandeira preta”, conta a capitã.

A orientação do Corpo de Bombeiros é de que os banhistas entrem no mar em áreas próximas a postos de guarda-vidas, além de ficarem sempre atos à sinalização. Em caso de mau tempo, a corporação indica que o ideal é evitar o banho de mar. E caso o veranista se depare com as bandeiras dupla vermelha, não deve entrar na água, pois significa que a praia estava interditada por causa das condições climáticas.

Crianças perdidas e queimaduras

Outra queda registrada nessa temporada foi o de crianças perdidas. Foram 432 casos até o início desta segunda-feira contra 463 em 2017. No ano passado, o Corpo de Bombeiros distribuiu 6.266 pulseirinhas de identificação. O total entregue neste verão não foi divulgado.

Já o número de queimaduras por água-viva caiu radicalmente, de 25.789 casos para apenas 1.006. Na temporada 2015-2016, foram 9.455 queimaduras. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o litoral do estado enfrentou um surto de água-viva em função das correntes marítimas e das condições favoráveis para a reprodução durante o ano passado.