O caso de financiamento ilegal, o chamado caixa 2, durante a campanha ao governo de Minas Gerais, em 1998, foi citado no relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios.

O Osmar Serraglio (PMDB-PR) destinou um capítulo às investigações sobre a campanha à reeleição do então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB). Atualmente, ele ocupa uma vaga no Senado.

Serraglio sugere ao Ministério Público os indiciamentos, por crime eleitoral, de Azeredo; Cláudio Roberto Mourão da Silveira, então tesoureiro da campanha; e Clésio Soares Andrade, na época vice-governador de Minas Gerais.

Ao tomar conhecimento de Serraglio sugeriu o seu indiciamento junto ao Ministério Público, o senador Eduardo Azeredo divulgou nota à imprensa questionando a decisão do relator. "Foi com estranheza e indignação que recebi a informação de que o relatório final (..) pede o meu indiciamento por crime eleitoral", afirma o senador tucano.