O Congresso confirmou para quarta-feira, às 10 horas, a sessão em que será lido o requerimento de criação da comissão parlamentar de inquérito (CPI) dos Correios.

Os líderes da base aliada prevêem que será uma sessão "longa e nervosa". O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), avisou aos aliados que se comportará como magistrado em relação à questão.

"Não serei vanguarda da oposição nem líder do governo", afirmou. "Meu papel é institucional, e eu seguirei à risca o regimento e defenderei a Constituição."

Com isso, Calheiros quis deixar claro que não vai interferir em favor do governo. A administração federal trabalha em três frentes para barrar a CPI.

A primeira delas é a investida para parlamentares governistas retirarem assinaturas do requerimento de apoio à criação da CPI.

Mas, diante da larga margem de adesões obtida pelos partidos de oposição no pedido, setores do Poder Executivo insistem também na estratégia de esvaziar a sessão de instalação e dar, assim, mais tempo ao Palácio do Planalto para tirar assinaturas.

Entretanto, o Executivo aplica-se para o caso de também isso falhar, com a hipótese de tirar o quórum da comissão. Como terá uma pequena maioria entre os senadores que integrarão a CPI e uma um pouco mais larga entre os representantes da Câmara na comissão de investigação, o Planalto pensa em boicotar as atividades de apuração logo após o início do funcionamento, impedindo que o plenário do órgão tenha quórum suficiente para eleger o presidente.