Mensaleiros no Supremo, Renan no Senado e clemência para Gim Argello (PTB-DF), que assumiu como suplente a cadeira do ex-governador Joaquim Roriz (PMDB-DF). Quem o salvou foi exatamente o presidente da instituição ao desempatar a votação pelo arquivamento da licença para investigar atividades pregressas do novo senador, conforme solicitação do PSOL.

A oposição continua obstruindo a votação de temas importantes do Senado enquanto Renan não pedir licença do cargo, mas o senador alagoano continua soldado à cadeira presidencial.

O clima é de tal maneira indigesto, para usar um termo comportado, que o corregedor da Casa, senador Romeu Tuma (DEM-SP), comunicou ter ouvido do empresário alagoano João Lyra a sugestão de promover uma acareação entre ele e o presidente Renan Calheiros. Ambos teriam sido sócios na compra de um jornal e duas emissoras de rádio em Alagoas, em cuja operação o senador teria sido representado por laranjas.

Informado da disposição de Lyra, Renan limitou-se a indagar se a acareação seria feita ?com ou sem algemas?, talvez, em tardia admissão do odor putrefato que emana de alguns círculos do poder republicano.

Para o ex-governador paraibano e atual senador tucano Ronaldo Cunha Lima, a situação vivida pelo colega de Alagoas, além de ?crítica? é também ?cítrica?, numa alusão debochada à participação de laranjas nas empresas de comunicação.

Até quando a nação suportará tamanho acinte?