O presidente venezuelano Hugo Chávez intensificou sua ofensiva contra o grupo argentino Techint, que controla a maior siderúrgica do país, Sidor, a qual na semana passada ameaçou nacionalizar. Com seu estilo direto, Chávez anunciou que ?mandou chamar? o empresário argentino Paolo Rocca – presidente do grupo e reconhecido como um dos poucos empreendedores da Argentina – para ameaçá-lo.

Em Caracas, Chávez não teve sutilezas quando indicou o teor da conversa que pretende ter com o empresário. ?Vou dizer assim ao Rocca: ?Vamos fazer uma lei e obrigá-lo a fornecer primeiro o aço venezuelano ao mercado nacional antes que você o leve a outros países. Se você estiver de acordo, acabou; se não estiver eu pego essa empresa. Me dá essa empresa e eu pago o que custar pois não vou te roubar?.

Chávez acusa a Sidor, empresa siderúrgica privatizada em 1997, de destinar a maior parte da produção para exportações fora da Venezuela. Isso, segundo Chávez, forçaria as empresas venezuelanas a comprar aço da China a preços elevados. O controle da siderúrgica está nas mãos do Consórcio Amazônia, que possui 60% das ações da Sidor. Outros 20% estão nas mãos do Estado venezuelano. Os restantes 20% pertencem aos funcionários da Sidor.