A cidade de São Paulo apresentou a cesta básica mais cara do Brasil em fevereiro, conforme a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada em 16 capitais pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No encerramento do mês passado, o custo médio do conjunto de produtos alimentícios essenciais na capital paulista atingiu R$ 185,96, o que significou elevação de 0,67% sobre o valor verificado em janeiro e fez com que a cidade ultrapassasse Porto Alegre no ranking das cestas brasileiras com valor mais expressivo.

A capital gaúcha, que apresentou cesta com preço médio mais alto durante três meses consecutivos, ficou na terceira posição do ranking em fevereiro, com valor médio de R$ 184,85. Foi superada também por Belo Horizonte (R$ 185,37) e seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 177,69) e Brasília (R$ 177,08). João Pessoa (R$ 141 54) e Aracaju (R$ 141,66) apresentaram os menores valores para os alimentos essenciais.

Apesar de liderar o ranking, a cesta de São Paulo apresentou a segunda variação positiva de preços menos expressiva, entre as 16 capitais analisadas.

Salário mínimo

A pesquisa do Dieese sobre a cesta básica revela que o salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ser de R$ 1.562,25 no mês passado, para suprir suas necessidades básicas e da família.

Com base no maior valor apurado para a cesta, de R$ 185,96, em São Paulo, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ser 4,46 vezes maior que o piso vigente, de R$ 350. Em janeiro, o total necessário ficava em R$ 1.565,61 (4,47 vezes).