Outdoors, mobiliário urbano e spots na rádio do Estado inteiro começaram no fim de semana a alertar a população jovem do Estado para a importância da vacinação contra a Hepatite B. O objetivo da campanha, uma iniciativa da Secretaria da Saúde, é conscientizar crianças e jovens até 19 anos dos perigos da doença.

O objetivo é vacinar 17,6% dos paranaenses dentro desta faixa etária, ainda em 2005. As três doses da vacina podem ser tomadas em todos os postos de saúde. ?Queremos que todo paranaense dentro desta faixa etária se dirija até o posto de saúde mais próximo e tome sua vacina. A Hepatite B é uma doença grave que pode se tornar crônica levando a pessoa a ter cirrose, câncer de fígado e a morte?, alertou o secretário Cláudio Xavier.

No Paraná constam dados de hepatites virais desde 1972. Mas foi na década de 90 que o Estado começou a fazer o diagnóstico etiológico, ou seja, identificar o tipo de vírus que causou a doença (A, B, C). "No caso de hepatite B agudo, a pessoa infectada adquire a doença e consegue desenvolver anticorpos curando-se sozinha. Já no caso crônico a pessoa desenvolve a doença e permanece com o vírus por mais de seis meses", disse a chefe do departamento de doenças imunopreveníveis da Secretaria, Mirian Woiski.

A transmissão da Hepatite B ocorre de diversas maneiras, entre elas por meio de relações sexuais, transfusão de sangue, seringas e agulhas contaminadas (usuários de drogas e confecção de tatuagens e piercings) até mesmo durante o parto, com recém-nascidos. ?A melhor forma de prevenir, sem dúvida alguma, é a vacina. Entretanto, outras medidas devem ser adotadas, como uso de seringas descartáveis, uso de camisinhas etc.?, afirmou Xavier. Além disso, cada Regional de Saúde do Estado monitora suas campanhas de vacinação e fluxo de remédios. Eles solicitam e a Central de Medicamentos do Paraná (Cemepar) manda os medicamentos conforme a demanda local.

Esquema de vacinação

No ano passado teve 229 casos novos agudos notificados no Paraná. Os casos poderiam ter sido evitados caso a vacinação tivesse sido feita de maneira correta, dentro do esquema de vacinação. Ao todo são três doses. A primeira é aplicada até 12 horas após a criança nascer, a segunda um mês depois e a terceira cinco meses após a segunda. A partir daí a criança está segura contra a doença.

Já as campanhas de vacina, como a que ocorre agora, têm como objetivo atingir principalmente as crianças e os jovens até 19 anos, porque fazem parte da população de maior risco de contaminação. A vacina encontra-se disponível nos postos de saúde do Estado.