Militares iranianos disseram neste sábado (24) que os 15 fuzileiros britânicos capturados no Golfo Pérsico ontem confessaram que estavam em águas territoriais iranianas. O governo britânico insiste que eles foram presos em águas iraquianas e levados até território iraniano. "Eles (os marinheiros e fuzileiros navais) estão sob investigação e confessaram ter violado as águas da República Islâmica do Irã", informou um militar à agência oficial ISNA.

O governo britânico não divulgou a identidade dos militares detidos. "Nós ainda mantemos que eles estavam em águas iraquianos quando foram capturados", disse um diplomata britânico em Teerã. As autoridades iranianas asseguram que os militares britânicos foram detidos nas águas territoriais do país, enquanto Londres insiste em que foram detidos em águas do vizinho Iraque e conduzidos a uma base iraniana.

Os fuzileiros foram levados neste sábado a Teerã, onde devem "explicar sua incursão nas águas territoriais do país". O Ministério de Exteriores iraniano convocou a encarregada de negócios britânica em Teerã para protestar contra a "violação das águas iranianas". "O Ministério de Exteriores (iraniano) transmitiu à encarregada de negócios britânica que esta não é a primeira vez que marines britânicos violam as águas iranianas, o que levou a Guarda Costeira iraniana a submetê-los a interrogatório", afirmou a televisão estatal.

A União Européia (UE) exigiu neste sábado ao Irã a imediata libertação dos 15 militares britânicos. A exigência será formalizada ao longo do dia em uma declaração comum da UE, informou o ministro de Assuntos Exteriores alemão, Franz-Walter Steinmeier, em Berlim.