O subcontrolador-geral da
União, Jorge Hage: alerta.

Brasília – A Controladoria Geral da União (CGU) passará a fiscalizar, com regularidade, a aplicação de verbas públicas federais nos estados, a exemplo das auditorias que vêm realizando em municípios. O anúncio foi feito pelo subcontrolador-geral da União, Jorge Hage, que participou ontem do IV Fórum Global de Combate à Corrupção. Segundo Hage, hoje serão sorteados os primeiros 12 estados que vão ser fiscalizados.

No final do ano passado, de acordo com Hage, a CGU já havia sorteado cinco estados, um em cada região, como projeto-piloto. ?Agora, vamos tornar isso uma sistemática permanente?, afirmou Hage. As áreas a serem fiscalizadas também serão definidas por sorteio. ?Vamos sortear um grupo de programas para fiscalizar nesses estados. Podem ser, por exemplo, programas de saneamento, saúde e irrigação ou educação, cultura e turismo?, explicou.

Jorge Hage disse que a inclusão dos estados no programa de fiscalização por meio de sorteios será um instrumento a mais para coibir a corrupção em todo o País: ?É um programa que tem a virtude de deixar todo mundo em estado de alerta, porque sabe que pode ser sorteado da próxima vez, e por isso vai pensar duas vezes antes de meter a mão no dinheiro público.? No segundo dia do fórum, o subcontrolador-geral participou da oficina ?Controle à Distância: Desafios e Soluções?. Jorge Hage afirmou que a extensão territorial do Brasil dificulta o controle dos gastos públicos, mas ressaltou que a CGU já encontrou meios para superar o problema. Um exemplo é a instalação de escritórios regionais em 26 capitais, assim como o próprio programa de fiscalização por meio de sorteios.

Até agora, 741 municípios tiveram a aplicação de recursos públicos federais fiscalizada pela CGU. Isso representa um volume de recursos diretamente auditados que supera R$ 4,5 bilhões. Nos dois anos de governo Lula, foram enviadas ao TCU três mil tomadas de conta especiais, que têm um ?retorno potencial de R$ 800 milhões aos cofres públicos.?