Tornado em Indaiatuba foi o maior

Campinas – Estudos preliminares da Universidade Federal de Santa Catarina mostram que o tornado que destruiu indústrias e destelhou várias residências em Indaiatuba, na tarde de terça-feira, foi um dos mais intensos registrados no Brasil. Em uma escala que vai de F0 a F5, o fenômeno atingiu F3. Nessa escala, a velocidade dos ventos foi superior a 251 quilômetros por hora, conforme o pesquisador do Instituto Tecnológico do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), Ernani de Lima Nascimento. ?Nunca um fenômeno tão intenso havia sido registrado em vídeo no Brasil?, explicou o pesquisador.

Ao analisar uma cópia da gravação de câmeras de monitoramento da concessionária Rodovia das Colinas, que registraram a passagem do tornado, o pesquisador identificou que o tornado maior abrigava dentro dele pequenos tornados, chamados vórtices menores. ?Contei sete?, comentou Nascimento. A incidência de vórtices menores dentro do tornado torna o fenômeno ainda mais intenso e destruidor. ?O potencial de destruição dos vórtices é maior que o do próprio tornado?, comentou Nascimento. Ele explicou que o fenômeno de Indaiatuba não é inédito, mas raro.

Segundo o pesquisador, o tornado surge a partir do encontro de uma massa de ar úmida e quente com outra fria e seca. ?No Brasil temos as correntes úmidas e quentes da Amazônia e as secas e frias que vêm da Argentina?, explicou. De acordo com ele, a ocorrência do fenômeno é mais provável de Mato Grosso do Sul e São Paulo até o Rio Grande do Sul.

Os tornados podem chegar a um quilômetro e meio de diâmetro. A estimativa é de que o de Indaiatuba tenha alcançado 200 metros. Ele perde velocidade à medida em que o ar frio penetra em seu interior. Pode atingir até 511 quilômetros por hora de velocidade, no nível F5.

O pesquisador destacou a importância da documentação, em imagens, dos fenômenos meteorológicos para que possam ser melhor estudados pelos pesquisadores. ?No Brasil isso ainda é recente, mas a tendência é de que sejam cada vez mais documentados, com as novas tecnologias portáteis de capturar imagens?, disse Nascimento. Ele explicou que os tornados são estudados no País desde 1980.

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