STF abre inquéritos contra mais 27 políticos suspeitos

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, abriu ontem 27 novos inquéritos para investigar congressistas suspeitos de envolvimento com o esquema sanguessuga, acusado de cometer fraudes na compra de ambulâncias. Somadas às investigações já abertas antes, tramitam atualmente no STF 84 inquéritos para apurar suspeitas de participação de parlamentares na máfia das ambulâncias. Gilmar Mendes não revelou os nomes dos investigados. Os inquéritos tramitam em segredo de Justiça no STF, sob a alegação de que isso é necessário para garantir a eficácia das investigações.

No despacho, o vice-presidente do Supremo determinou a remessa dos autos para a Polícia Federal e deu um prazo de 30 dias para que sejam colhidos os depoimentos de todos os congressistas investigados e das outras pessoas suspeitas de envolvimento com o esquema. O ministro também pediu que sejam identificados os assessores de parlamentares supostamente envolvidos nos episódios.

A abertura dos inquéritos foi requisitada na semana passada pelo procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza. O procurador tomou a decisão após analisar novos documentos, livros contábeis, papéis bancários e depoimentos sobre as supostas fraudes, entre os quais do empresário Luiz Antônio Vedoin, um dos donos da empresa Planam, suspeita de participar do esquema.

Ao contrário da estratégia utilizada na investigação do mensalão quando pediu a abertura de apenas um inquérito no STF para investigar várias pessoas, Souza requisitou desta vez um inquérito para cada suspeito, o que deverá tornar menos lenta a tramitação das investigações. Após a eleição, os inquéritos abertos contra parlamentares que não conseguirem se reeleger deverão ser transferidos para a Justiça de 1.ª Instância. No STF devem tramitar originalmente inquéritos apenas contra autoridades, como parlamentares.

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