A jornalista Clarissa Thomé, do jornal O Estado de S.Paulo, foi homenageada nesta sexta-feira, 12, pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), em evento promovido pelo Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Repórter da Sucursal do Rio, ela é autora do texto “Dados desatualizados em cadastro prejudicam quem precisa de doação de medula óssea”, publicado na edição de 8 de abril deste ano e considerada pela entidade como contribuição à causa dos transplantes.

Ao agradecer a homenagem, Clarissa contou que o personagem por ela entrevistado, Cléber Marin, conseguiu o doador de medula, mas morreu na última quarta-feira, dias após o transplante. “A luta dele não foi em vão, muitas pessoas serão salvas pela campanha que iniciou”, discursou.

Terceiro maior banco de medula óssea do mundo, atrás dos Estados Unidos e da Alemanha, o Redome reúne informações sobre 3,6 milhões de pessoas. No entanto, entre 30% e 35% não atualizaram seus endereços e contatos, o que dificulta a localização dos potenciais doadores.

Quando um paciente precisa de doação de medula óssea, a equipe do Redome analisa seu banco de dados em busca de um doador compatível, com base nas características genéticas de uma pequena quantidade de sangue do voluntário. O potencial doador recebe, então, um contato telefônico, por e-mail ou telegrama, para dar início ao processo.