As tempestades que ocorreram na madrugada de hoje em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com precipitação de granizo e ventos de até 102 quilômetros por hora em Uribici (SC), foram formadas por áreas de instabilidade criadas por uma massa de ar quente vinda do Paraguai e do Mato Grosso do Sul que se chocou com a massa de ar fria do Sul do País.

As chuvas continuam, pelo menos, até amanhã, espalhando-se até o Paraná, do Vale do Itajaí até Curitiba, com precipitações de 50 milímetros (mm). “Pode ser até mais que isso, mas é uma estimativa. Já vemos várias descargas elétricas entre nuvens nessa região, o que indica que choverá bastante também nessa área até amanhã”, disse o meteorologista Luiz Kondraski, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Segundo Kondraski, na cidade de Indaial (SC), no Vale do Itajaí, a média de chuva para o mês de setembro é de 122 mm. “Em apenas algumas horas do dia, portanto, choverá entre hoje e amanhã o equivalente ao que chove de 12 a 13 dias nessa região”, exemplificou.

Por volta das 17h, áreas de instabilidade se formavam entre as cidades de Cruz Alta (RS) e Chapecó (SC). Segundo ele, o Cptec já previa esses temporais na região desde sexta-feira, e comunicados já foram enviados para a Defesa Civil de cada Estado. O centro continua monitorando as chuvas na região, com a ajuda de satélites. “Agora, formaram-se novas áreas de instabilidade no norte do Rio Grande do Sul, que devem se deslocar para o Leste, para o planalto e Serra Gaúcha, Planalto Sul e Serras de Santa Catarina à noite, em direção ao oceano”, disse.