São Paulo (AE) – Policiais de São Paulo e do Ceará ficaram com cerca de R$ 50 milhões dos R$ 164,7 milhões furtados do Banco Central de Fortaleza (CE), o equivalente a 30% do produto do crime. O dinheiro foi extorquido de integrantes da quadrilha responsável pelo maior furto a banco da história do país. O valor das extorsões é estimado pelos advogados dos assaltantes e também pela Polícia Federal de Brasília.

O delegado federal Antônio Celso, responsável pelas investigações, afirmou que oficialmente a Polícia Federal investiga seis casos de concussão (extorsão praticada por funcionário público), todos eles ocorridos em São Paulo.

No papel, com base em depoimentos e denúncias feitas pelos próprios criminosos, os federais apuram o pagamento de R$ 7,1 milhões a agentes públicos. Os mais citados são policiais civis de São Paulo, mas há registro também da participação de policiais militares no esquema ilícito.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que a Corregedoria-Geral da Polícia Civil instaurou dois inquéritos policiais para investigar duas extorsões e um suposto roubo praticado por policiais.