A Polícia Federal realiza nesta segunda-feira (11) a Operação Zaqueu, que visa repreender a lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, de armas, munição e de agrotóxicos nos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Goiás. A quadrilha alvo da ação da PF é liderada por Nasser Kadri e seu irmão, Abid Kadri. Os irmãos Kadri eram auxiliados por Isabel Batista de Sousa e pelo policial Ademir de Lima, uma espécie de ‘faz tudo’ a serviço da dupla criminosa. Ele foi o único que ainda não foi preso, mas comunicou à Polícia Federal, através de seu advogado, que irá se entregar nas próximas horas

O grupo apresenta alto poder aquisitivo, com uma frota de vários caminhões, carros e motocicletas de alto valor e um grande giro na compra e venda de veículos leves e pesados, na maioria das transações sempre colocados em nome de ‘laranjas’, com o auxílio de despachantes.

O comprador dos produtos contrabandeados, especificamente agrotóxicos, era a empresa de nome fantasia Sementes Carolina, com sede na cidade de Rondonópolis, em Mato Grosso, de propriedade de Elói Marchett.

Também estão envolvidos no esquema Alessandro Ferreira, vulgo ‘Boi’, morador de Poços de Caldas, Minas Gerais, Marcelo Aparecido Alkves, vulgo ‘Tampa’, residente na cidade de Itapira, no interior de São Paulo, Valdir Trevisan e Gostavo Trevisan, moradores de Andradas, Minas Gerais, Roseno Caetano Ferreira Filho, residente em Mogi Mirim, interior paulista, e André Soares Costa, residente na região metropolitana de Belo Horizonte.

Em Mundo Novo (MS), os irmãos contavam com a conivência e participação de Ali Kadri, o pai, Ramza Kadri, a mãe, bem como a irmã Jamili e a sobrinha Flávia, para esconder provas e envolvimento no crime de lavagem de dinheiro. A operação contou com a participação de 100 policiais federais para cumprir 18 mandados de prisão temporária e busca e apreensão.