Ao fazer uma avaliação sobre a absolvição em plenário do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-ES), o senador Gerson Camata (PMDB-ES) criticou a atuação do PMDB, "que está uma vergonha", do PT, "pela habilidade genial com que conseguiu começar a extinção do Senado" e do aparecimento do que ele chamou de "gay cívico". Ele explicou que a adjetivação cabe aos seis senadores que se abstiveram no julgamento. "Gay cívico é o senador que não vota nem sim nem não", justificou Camata. "Ele é meio termo, ele está no meio. Quer dizer que, além de esconder na covardia vergonhosa da votação secreta, ele se esconde na abstenção. Ele não está nem para lá nem cá, ele é coluna do meio", acrescentou.

O senador solicitou que, na sua afirmação, constasse o esclarecimento de que não tem intenção de atingir os homossexuais. "Pelo amor de Deus, põe aí que eu não quero ofender os gays", pediu. Para o senador, a idéia do presidente do PT, Ricardo Berzoini, de extinguir o Senado começou a ganhar forma com a iniciativa de petistas de inocentarem Renan. "Isso surgiu na convenção do PT. Estou ficando simpático à idéia, porque o PT deu ontem o golpe de morte no Senado com a posição dos gays cívicos".

Ele reconheceu que "exagerou um pouco" na sua crítica, mas alegou que a "revolta sobre o que assistimos aqui ontem, nos leva infelizmente a pensar dessa maneira." Na sua opinião, a sessão secreta que absolveu Renan Calheiros "tornou-se chacota na imprensa de hoje, porque todo mundo soube tudo o que acontecia a todo momento".